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16 de maio de 2011

Plano de banda larga faz 1 ano sem avanços

Karla Mendes
BRASÍLIA

O Plano Nacional de Banda de Larga (PNBL) completou esta semana um ano sem gerar motivos para comemoração. Doze meses depois da publicação do decreto (12 de maio de 2010) que estabeleceu as diretrizes do programa e reativou a Telebrás, com poderes para gerenciar o projeto, as metas, usadas como bandeira na campanha eleitoral de Dilma Rousseff à presidência da República não foram cumpridas. Resultado: nenhum município foi contemplado ainda com a interligação à rede pública de internet de alta velocidade; muito menos com o acesso a pacotes de banda larga a R$ 35 (com impostos e R$ 29,80 sem impostos). E não há previsão de quando as promessas serão, de fato, concretizadas.
Em um ano, a cobertura de banda larga nos municípios do PNBL foi adiada diversas vezes. A previsão inicial, anunciada no lançamento do programa, de conexão de 100 cidades até o fim de 2010, não se concretizou. A lista desses municípios foi, então, incorporada à meta de 2011, elevando de 1.063 para 1.163 as cidades a terem acesso ao PNBL até dezembro. O Planalto havia anunciado que as primeiras cidades seriam conectadas à rede da Telebrás até abril, o que de novo não aconteceu. Agora o governo não estabelece novos prazos e já anunciou que o PNBL terá de ser revisto.
 No fim do mês passado, o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, admitiu que o corte de recursos para a Telebrás vai atrasar os planos do governo, tendo impacto direto sobre a cobertura de 1.163 municípios até o fim do ano. Na ocasião, Alvarez ressaltou, porém, que a meta será cumprida, mesmo que com atraso, e que está mantida a previsão de 2014, previamente anunciada para 4.278 municípios.
O presidente da Telebrás, Rogérico Santanna, diz que o atraso não é culpa da estatal. FOTO: ANDRE DUSEK/AE – 26/05/2010
Rogério Santanna, presidente da Telebrás, disse à Agência Estado que o atraso no PNBL não ocorreu por “culpa” da estatal, mas sim pelo contingenciamento de recursos para a empresa. “Sem orçamento, não tem como cumprir meta”, ressaltou. “As coisas que acabaram refletindo em atraso estavam fora de nossa governabilidade”, observou o executivo, usando como exemplo o atraso do fechamento do contrato com a Petrobras e a Eletrobrás para uso de suas redes e o contingenciamento de recursos.
Santanna argumentou que o orçamento da estatal só foi aprovado em 31 de dezembro de 2010 e, ainda assim, o valor aprovado foi bem menor que o pleiteado. Segundo ele, dos R$ 600 milhões requeridos para 2010, só foram aprovados R$ 316 milhões, que estão empenhados e só serão liberados a partir de junho. Os R$ 400 milhões requeridos para 2011, por sua vez, foram reduzidos a R$ 226 milhões, dos quais só R$ 50 milhões foram liberados.

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