Proposta do serviço é facilitar o acesso da
população de baixa rende a sites de bancos, repartições públicas e call center.
O governo
está realizando estudos para implementar a chamada tarifação reversa da banda
larga móvel. Por meio desse sistema, os provedores de conteúdo pagariam o
acesso dos usuários, a partir de dispositivos wireless. A informação foi dada
pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante a Campus Party Brasil,
em São Paulo.
“Não
temos conhecimento de nenhum modelo internacional parecido. Acho que isso será
meio tupiniquim”, afirmou o ministro Paulo Bernardo. Segundo ele, a ideia é que
o serviço seja pago pelo site ao qual o internauta vai ser conectado: “Queremos
desenvolver uma conexão de internet onde a pessoa entra para fazer reclamação,
é atendida em call center, realiza compras e faz operações bancárias sem ter de
pagar pela conexão”.
A chamada
“internet 0800” vai facilitar o acesso das classes mais pobres da população ao
conteúdo digital, já que não seria necessário ter um pacote de dados para
acessar determinados tipos de conteúdo.
Outra
vantagem é a aproximação entre o governo e os cidadãos, já que a banda larga
reversa pode funcionar como uma plataforma para a prestação de diversos
serviços governamentais pela internet, sem que seja necessário para o usuário
pagar pelo acesso, como educação, saúde, trabalho e previdência. Para realizar
uma conexão a esses serviços de governo, não seria preciso que o usuário
tivesse créditos em seu celular pré-pago, por exemplo.
A escolha
de um modelo de solução técnica para a utilização desse sistema de tarifação
ainda depende de discussões entre Ministério das Comunicações, Anatel e
operadoras, com participação do Ministério do Planejamento e do CPqD.
Projeto
Um projeto-piloto do sistema deverá ser desenvolvido na primeira quinzena
de março, na localidade do Varjão, na periferia do Distrito Federal. O MiniCom
está em contato com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do DF, que demonstrou
interesse em participar do projeto, oferecendo apoio para selecionar as pessoas
que testarão o serviço.
Governo e
operadoras também estão definindo a participação das empresas no
projeto-piloto, além de definir quais os sites que poderão ser acessados.
Para
implementar a tarifação reversa, está sendo estudada a possibilidade de serem
criados domínios específicos na rede mundial de computadores, como
“0800.gov.br” ou “0800.com.br”.
*Com
informações da Agência MiniCom
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