Boot to Gecko, da Mozilla, Tizen apoiado pela Intel, e Ubuntu se juntarão ao SO da Google como representantes da plataforma aberta no mercado.
O mercado de dispositivos móveis tem sido bom para o Linux, já que um derivado seu, o Android, obteve sucesso que poucos conseguiriam prever alguns anos atrás.
E, mesmo assim, o sistema da Google manteve-se por muito tempo como o único representante do Linux no setor. Sim, é verdade que alguns competidores surgiram e se foram – LiMo, Maemo, Moblin e MeeGo, por exemplo – mas nenhum deles sequer chegou ...
próximo do que a plataforma Android alcançou. Por isso, a Mobile World Congress – maior feira de mobilidade do mundo – é tão surpreendente.
próximo do que a plataforma Android alcançou. Por isso, a Mobile World Congress – maior feira de mobilidade do mundo – é tão surpreendente.
Os produtos revelados nela mostram que os dias de completo domínio do SO da gigante, em se tratando de Linux, estão chegando ao fim.
Bem, ele continuará forte – talvez se torne ainda mais. No entanto, parece que estamos entrando em uma nova era em que a plataforma aberta se espalhará pelo segmento, provando os usuários com muitas alternativas.
Aqui vão três exemplos.
Talvez o representante mais notável seja o da Mozilla, desenvolvedora do Firefox. Anunciada esta semana, a plataforma Open Web Devices, baseada no Boot to Gecko (B2G), pretende entregar um sistema condizente com a transparência da Web, e o Linux foi escolhido para suportá-lo. Embora utilize parte do código que o Android adota – incluindo o kernel – as diferenças são deliberadamente grandes. A promessa é de trazer algo totalmente novo com ajuda de gigantes como Telefônica, Adobe, Deutsche Telekom e Qualcomm.
2. Tizen
Não só um, mas dois significativos avanços para o Tizen foram informados durante a Mobile World Congress. A plataforma, talvez você se lembre, recebe o apoio da Intel e foi lançada pela Linux Foundation em setembro. Desde então vimos uma prévia de seu código-fonte, além de um grande interesse por parte da Samsung nele.
As novidades são que a Huawei subiu a bordo – e pretende comercializar dispositivos com o SO - e que uma versão beta apareceu. Ele chega com uma atualização do framework e APIs para facilitar a criação de aplicativos baseados na Web. Os recursos SDK são compatíveis com Windows e com Ubuntu.
3. Ubuntu
Por falar em Ubuntu, não vamos nos esquecer de seu modelo que rodará junto com o Android. Ele dividirá espaço com o SO da Google em smartphones e, quando estes forem conectados a um dock, oferecerá uma experiência de desktop ao usuário. São dois Linux em um.
Há também o WebOS, liberado pela HP e que ganhou um vistoso browser no começo deste mês. Não ouvi nenhuma novidade sobre o sistema na feira – afinal, ele não será open source até setembro – mas será interessante acompanhar seus passos.
De qualquer forma, acho estimulante que o Linux esteja se multiplicando no mercado de dispositivos móveis.
Atualmente o iOS, da Apple, responde por 54% dos smartphones e o Android, por 18%, de acordo com o instituto Net Applications. Vejamos como ficarão esses índices daqui a um ou dois anos.
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