A Fundação Bill & Melinda Gates, entidade filantrópica do bilionário Bill Gates e sua esposa, prometeu pagar até um milhão de dólares para projetos que revolucionassem a camisinha, tornando-a mais segura e agradável de usar a fim de estimular sua utilização na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Nesta semana, foram anunciados os 11 projetos vencedores, que já levaram a quantia inicial de 100 mil dólares.
Os projetos que prometem “a Revolução da Camisinha” pretendem usar de colágeno proveniente de tendões de bois a materiais que imitam a mucosa humana para tornar a experiência de usar um preservativo menos desagradável e mais segura. Dois projetos pretendem usar um material super-resistente chamado grafeno, que além de ser o mais fino do mundo, ainda é excelente condutor de calor.
Não faltam ainda propostas de preservativos feitos com polímeros que se adaptam à anatomia do usuário, prometendo maior sensibilidade. E para evitar o rompimento dos preservativos, dois projetos contemplados propõem criar ou aprimorar aplicadores de camisinhas, que prometem interromper o ato sexual por um tempo mínimo para a colocação do preservativo.
Conheça a seguir, com maiores detalhes, os 11 projetos contemplados pelo Grand Challenges Exploration (GCE) – ou Exploração de Grandes Desafios, em tradução livre – da Fundação Bill & Melinda Gates. Na segunda fase de seus projetos, esses pesquisadores poderão obter até 1 milhão de dólares para desenvolvê-los.
Além de financiar projetos que promovam a criação de uma nova geração de preservativos, o GCE financia ainda pesquisas no campo de doenças negligenciadas (como as doenças tropicais), saúde humana e animal e desenvolvimento da agricultura.
A camisinha de colágeno
Pesquisador principal: Mark McGlothlin, Apex Medical Technologies Inc., Califórnia, Estados Unidos.
Proposta: Produzir um preservativo masculino mais forte e de maior sensibilidade a partir de fibras de colágeno proveniente de tendões bovinos, obtidos no processo de processamento de carne. Essas fibras de colágeno originam uma superfície de textura similar à da pele, que facilita a transferência de calor para produzir uma sensação mais natural. Os pesquisadores vão arranjar as fibras, quantificar as propriedades da camisinha e testar a sensibilidade.
A camisinha que se inspira no próprio corpo humano
Pesquisador principal: Patrick Kiser, Universidade Northwestern, Illinois, Estados Unidos.
Proposta: Sintetizar novos materiais que imitem as propriedades do tecido da mucosa humana, de forma a utilizá-los na produção de preservativos que confiram maior sensibilidade ao usuário.
Por Julia Wiltgen, de EXAME.com

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